20 de fevereiro de 2014

Rede Social e Sociedade em Rede

Desde o surgimento da humanidade os indivíduos se relacionam entre si, efetuando, no início, trocas para obter o que precisavam, partindo para as atividades de venda, e até mesmo nas questões de aprendizado das profissões, que eram repassadas individualmente por um mestre, ou de pai para filho(s).

Fonte da Imagem: BSI UNIRIO.
Com o passar dos tempos, a questão da interconexão entre indivíduos foi se intensificando. O surgimento de vilas, cidades, e outras formas de agrupamento, tornou possível o surgimento das redes entre esses indivíduos. Redes essas que começam com a família e se estendem aos mais próximos: parentes, amigos, conhecidos, parceiros de negócio, e outros atores.

Já hoje, não é difícil perceber o quanto estamos entrelaçados uns com os outros... E como se não bastasse a rede física que formamos, com os adventos da tecnologia e suas ferramentas de comunicação, passamos a fazer parte também de uma grande rede interligada por meio da internet. 

Por este motivo não é de se estranhar que muitas pessoas ao ouvirem falar na expressão Rede Social pensem logo no famoso facebook, que é a representação visual de uma rede com milhões de interconexões ao redor do mundo... No entanto, as redes são formadas por indivíduos, de forma que se pode imaginar que surgiram no nosso mundo físico e só depois foram levadas para o ciberespaço (termo cunhado por Pierre Lévy (1999) para descrever o ambiente virtual de conexões no qual quase todos - pelo menos nós que estamos aqui participando de atividades na internet - estamos inseridos), aumentando o poder de alcance de nossa própria rede.


Manuel Castells (1999), um dos grandes pensadores da sociedade contemporânea, nos aponta as teorias de uma sociedade em rede, na qual todos temos um papel definido enquanto cidadãos e temos a possibilidade de estar conectados com milhões de pessoas ao redor do mundo por meio da internet e das ferramentas de comunicação, que também são conhecidas como TIC (tecnologias de informação e comunicação). O autor apresenta a tecnologia como um dos fatores que impulsionou esse movimento de interconexões virtuais, aumentando as potencialidades da rede, ou do ciberespaço, como apontou Levy.

Com isso, podemos perceber que nós fazemos parte desse espaço, ou desses espaços - físico e virtual. Vivemos em uma sociedade, o que por si só já se caracteriza por uma rede, rodeado de pessoas e de contatos, com os quais criamos os mais diversos laços: amizade, trabalho, amor, ódio, e relacionamentos diversos... Mas além disso, resolvemos também - ou fomos impulsionados para isso - fazer parte de um outro mundo: o espaço virtual (a Rede de Manuel Castells ou o Ciberespaço de Perre Lévy), no qual também representamos nosso papel social.

Isso pode ser visto na proliferação de perfis virtuais criados nas redes de relacionamento como facebook e tantas outras, onde vemos amigos, familiares, colegas de trabalho, alunos, professores, personalidades que admiramos e tantos outros indivíduos que ajudam a criar a cada dia um novo espaço virtual repleto de possibilidades e de conexões.

Por essas e outras razões é que não se pode mais fugir de uma sociedade em rede. Estamos nela e dela fazemos parte, de forma que nos cabe a responsabilidade de discernir sobre o que fazer neste ambiente, que assim como o nosso mundo físico tem suas características próprias e regras próprias, mas com algo em comum: as pessoas.


Referências

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. 

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