28 de maio de 2014

Tech and the City - O tal do celular... pra que? pra quem?

Bom, você já deve ter percebido - se for deste mundo - que hoje em dia 'todo mundo' anda com celular. Fala ao celular, ouve música no celular, troca mensagem com os amigos (e com os que nem conhece também), tira foto de tudo e posta no instagram usando hashtag #instaqualquercoisa e tira fotos inclusive dos exercícios no quadro negro[verde/branco], das apresentações nos seminários e eventos que participa...

Eu [confesso que já tirei fotos em eventos dos slides que julguei interessantes] acompanho vários eventos acadêmicos e o que mais vejo ultimamente são pessoas fotografando cada slide da apresentação dos palestrantes. Aí me pego pensando: As pessoas que fotografam tanta coisa (tanto conhecimento, na verdade), mas será que elas olham e usam isso depois?? 

Bem, eu sei que as fotografias que tirei em eventos estão perdidas dentro do chip de memória do meu celular, ou no meu computador. Mas nunca mais olhei...

Aí me pego pensando de novo: Será que isso tudo é uma tentativa de mostrar interesse? Atenção?? Sabedoria??? Bem, nem sei. É tanta foto de tanto celular que fica difícil acreditar que aquele conteúdo todo transformado em bits e bytes vai sair do celular e entrar na cabecinha das pessoas. Não é??

Bom, sem contar no fato de que durante as apresentações as pessoas não desgrudam de seus celulares porque algo muito importante pode acontecer e o aviso vai chegar ali (provavelmente pelo Whatsup). Não dá pra deixar na bolsa, daí, né?!

Então, será que essa ferramenta mágica que substitui alguns neurônios que auxiliariam a guardar as coisas na nossa memória não está deturpando a(s) situação(ões)??? Quer saber: Não! Quem deturpa as situações somos nós mesmos já que ainda não aprendemos a usar estes aparelhos com parcimônia [pelo menos é preferível pensar assim do que pensar que na verdade nós desaprendemos a usar a nossa memória e nossa capacidade cognitiva].

URGENTE: Homem é flagrado observando o mundo real... (Imagem retirada da fanpage da Olhar Digital)

22 de maio de 2014

Tech and the City: Não importa onde, nem quando... e nem porquê!

Hoje, estar conectado (à rede) me parece algo tão natural que nem penso mais em porquê eu 'preciso' acessar a internet todos os dias. É algo como um ritual: acordo pela manhã (despertado pelo celular); verifico o horário e já as mensagens de texto [os 'bom dia' das pessoas que amo que fazem meu dia começar melhor] e também o sinal de mensagens no whats, no facebook, no email, e afins. Aí meu dia começa... Mas não para por aí, porque no restante do dia cada minuto vago é válido para bancar o fã de BBB e dar aquela espiadinha no celular pra ver o que rola pela rede. E pra dar essa espiadinha não tem hora e nem lugar: é na fila do supermercado, é no ônibus, em sala de aula (no caso dos alunos né?!, porque nós professores não podemos nos dar a esse luxo, ou podemos??), enquanto aguarda para ser chamado no dentista, e em muitas outras situações que eu sei que você também usa seu celular pra se manter superconectado... 

Mas ultimamente tenho começado a pensar sobre essa questão e tentado refletir no porquê dessa necessidade - não só minha, mas de dezenas de pessoas que conheço - de estar conectado. As vezes parece que algo muito importante nos aguarda na rede, mas na verdade estamos, muitas vezes, apenas vendo mensagens alegres e fofoca no facebook

E pensar nisso me incomoda. Se eu perco tanto tempo assim vendo inutilidades, o que pode estar sendo negligenciado no meu dia a dia?

Bem, juntando essas indagações com uma série de teorias sobre o desenvolvimento tecnológico [resultado de meus estudos no doutorado], comecei a colocar no papel alguns pensamentos sobre a tecnologia e a sociedade [ah é, essa é a linha de concentração do programa de pós-graduação que estou fazendo], buscando em primeiro lugar compreender meu papel nesse processo de desenvolvimento e depois entender como isso vem afetando meu cotidiano, positiva e negativamente.

Alguns resultados desse processo eu pretendo colocar aqui, assim você pode acompanhar e me ajudar com suas ideias, porque afinal de contas: duas cabeças pensam melhor que uma! Então, welcome to the tech jungle, e vamos ver o que é que viemos fazer aqui!

Até breve.

24 de abril de 2014

Pessoas e estratégias...

Ao falar sobre a inteligência organizacional, não consigo parar de pensar que estamos acima de tudo falando de pessoas. Pessoas que têm as mais variadas formações, expectativas, interesses, gostos, etc... E aí, como falar de gente tão diferente? Como buscar usar o potencial de gente tão diferente dentro de uma empresa?

Pois bem, essa não é uma tarefa fácil e que seja alcançada em dias, meses... Isso leva tempo, primeiro porque é preciso compreender a empresa em todas as suas nuances, depois é preciso verificar se a estratégia da empresa está disseminada entre todos os seus membros, depois é preciso incluir os membros nas decisões organizacionais, depois buscar compreender as pessoas (não necessariamente nessa ordem) e como elas se veem dentro de uma empresa.

O que os colaboradores esperam das organizações onde trabalham? E o que, de fato, as empresas esperam de seus colaboradores?

Bem, deixar o dito pelo não dito e acreditar que todos terão um mesmo pensamento sobre as estratégias da empresa e suas expectativas com relação aos colaboradores é algo que não pode acontecer. É preciso que estas informações sejam formalizadas e amplamente difundidas para que se crie um 'espírito' comum sobre os rumos que as empresas pretendem trilhar.

E quando falamos em inteligência organizacional precisamos ter em mente que uma organização é formada por pessoas e depende delas para seu desenvolvimento. Assim, um processo decisório, por exemplo, deveria no mínimo envolver um grupo de representantes dos colaboradores e demais públicos diretamente envolvidos com a empresa para que os posicionamentos adotados apresentem alguns dos pensamentos e anseios desses públicos.

Desta forma, vemos que é preciso pensar em políticas organizacionais que direcionem a atuação das pessoas para um mesmo objetivo. Além disso, incutir essa busca por objetivos comuns na cultura das empresas é fator que deveria ser considerado por dirigentes e representantes institucionais para buscar alcançar uma integração entre todos os públicos de uma organização.

26 de fevereiro de 2014

Ambientes Wiki e Colaboração na Rede

Pergunta para os leitores em geral: Quem nunca digitou algum texto no google e como resposta encontrou o site Wikipédia?

Pergunta para os leitores estudantes/acadêmicos: Quem nunca utilizou os textos e conceitos apresentados na Wikipédia para resolver/responder/elaborar seus trabalhos?

Pois bem, a Wikipédia é uma plataforma virtual que apresenta aos usuários da rede uma infinidade de textos informativos sobre os mais variados temas. Essa plataforma surgiu no intuito de reunir textos e conhecimentos tornando-se uma espécie de enciclopédia "coletiva universal e multilíngue" [palavras do próprio site].

Hoje, usamos no dia a dia essa enciclopédia para poder realizar as mais diversas atividades, ou mesmo a título de aprender um pouco mais sobre determinado tema... No entanto, a Wikipedia ainda enfrenta a crítica, no meio acadêmico, de 'não ser um site de conteúdo confiável'. 

20 de fevereiro de 2014

Rede Social e Sociedade em Rede

Desde o surgimento da humanidade os indivíduos se relacionam entre si, efetuando, no início, trocas para obter o que precisavam, partindo para as atividades de venda, e até mesmo nas questões de aprendizado das profissões, que eram repassadas individualmente por um mestre, ou de pai para filho(s).

Fonte da Imagem: BSI UNIRIO.
Com o passar dos tempos, a questão da interconexão entre indivíduos foi se intensificando. O surgimento de vilas, cidades, e outras formas de agrupamento, tornou possível o surgimento das redes entre esses indivíduos. Redes essas que começam com a família e se estendem aos mais próximos: parentes, amigos, conhecidos, parceiros de negócio, e outros atores.

Já hoje, não é difícil perceber o quanto estamos entrelaçados uns com os outros... E como se não bastasse a rede física que formamos, com os adventos da tecnologia e suas ferramentas de comunicação, passamos a fazer parte também de uma grande rede interligada por meio da internet. 

Por este motivo não é de se estranhar que muitas pessoas ao ouvirem falar na expressão Rede Social pensem logo no famoso facebook, que é a representação visual de uma rede com milhões de interconexões ao redor do mundo... No entanto, as redes são formadas por indivíduos, de forma que se pode imaginar que surgiram no nosso mundo físico e só depois foram levadas para o ciberespaço (termo cunhado por Pierre Lévy (1999) para descrever o ambiente virtual de conexões no qual quase todos - pelo menos nós que estamos aqui participando de atividades na internet - estamos inseridos), aumentando o poder de alcance de nossa própria rede.

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