5 de julho de 2012

Organizações do Futuro


“O protótipo da organização moderna é a orquestra sinfônica. Cada um dos seus duzentos e cinqüenta músicos é um especialista de alto nível. Contudo, sozinha a tuba não faz música; só a orquestra pode fazê-lo. E esta toca somente porque todos os músicos tem a mesma partitura. Todos eles subordinam suas especialidades a uma tarefa comum. E todos tocam somente uma peça musical por vez” (DRUCKER, p: 38, 1999).

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Com uma comparação assim é fácil perceber a necessidade de mudança. Porém, nada fácil conseguir concretizar tal feito. Da mesma forma que uma orquestra necessita de tempo de ensaio e dedicação, as empresas que pretendem se manter atuantes e competitivas no mercado precisam manter o foco em seu objetivo principal e trabalhar duro, juntamente com todos os envolvidos com a organização a fim de alcançar esse objetivo. 

Não se constrói da noite para o dia uma empresa capaz de desenvolver suas atividades de forma complementar, envolvendo todos os seus setores e colaboradores e utilizando a inteligência de todos para os objetivos estabelecidos. É um exercício que deve ser praticado diariamente e de forma permanente. 

Dentro de qualquer organização, seja ela prestadora de serviços ou indústria, existem vários profissionais, cada qual com suas especialidades. A especialização profissional (ou capacitação) é fundamental para o bom desenvolvimento das atividades organizacionais, mas restringir a atuação destes profissionais à sua área de atuação pode, no longo prazo, se tornar um problema para a empresa. A especialização pode se tornar um empecilho para o diálogo e a visão sistêmica, fazendo com que cada colaborador/setor trabalhe em sua área, cuidando do seu trabalho, sem se preocupar com o resultado do conjunto de trabalhos necessários para entregar o produto final.

É uma visão otimista sugerir uma organização trabalhando harmoniosamente, com seus especialistas e setores específicos, e conseguindo desenvolver um trabalho conjunto superior aos concorrentes? Pode ser. Mas é impossível? Não. Se uma orquestra possui os mais variados instrumentos e músicos, cada qual com sua especialidade, e consegue apresentar uma sinfonia na mais perfeita harmonia, por que uma empresa não pode desenvolver suas atividades da mesma forma?

Esse pode ser um longo caminho, e pode mesmo nem ter um final. Mas a caminhada valerá a pena.

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Referências


DRUCKER, Peter F. Sociedade Pós-Capitalista. São Paulo: Pioneira, 1999.

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