5 de julho de 2012

Matsuda e os 5 Subprocessos da IO


Como já citado anteriormente, de acordo com Matsuda (1993), a Inteligência Organizacional (IO) pode ser vista sob duas perspectivas distintas: a perspectiva do processo e a perspectiva do produto. Enquanto processo a IO é apresentada como um conjunto de atividades interrelacionadas que envolvem toda a organização por meio de um objetivo maior; já como produto, a IO pode proporcionar à empresa resultados práticos como as tomadas de decisão mais adequadas em função da utilização correta das informações possuídas e dos conhecimentos gerados enquanto processo.


Os 5 sub-processos, que compõe o conjunto de atividades na perspectiva de processo, são: a) cognição; b) memória; c) aprendizado; d) comunicação; e e) raciocínio/tomada de decisão.

Para Matsuda (1993), o sub-processo Cognição Organizacional engloba atividades de percepção e leitura dos ambientes interno e externo à empresa. O subprocesso de Memória Organizacional é responsável pela seleção, retenção e recuperação de experiências passadas da empresa e que poderão ser utilizadas em momentos futuros, seja para o aprendizado, previsões, ou outras atividades organizacionais. Já o sub-processoAprendizado Organizacional cuida dos aprendizados individuais dos membros da empresas, e do aprendizado coletivo, ou em equipe, buscando aumentar o nível de aprendizado dentro da empresa. 

O sub-processo de Comunicação Organizacional é responsável por transmitir à toda a organização os dados, informações e conhecimentos necessários para o bom desempenhos das atividades e alcance dos objetivos organizacionais. É por meio deste processo que a empresa pode fazer com que exista uma integração entre unidades de forma a promover o compartilhamento de informações e conhecimentos, fundamentais para a criação da IO. Por fim, encontra-se o sub-processo de Raciocínio Organizacional, ou tomada de decisões, que busca fazer um apanhado dos conhecimentos aprendidos e gerados dentro da empresa, aliados às informações obtidas nos ambientes interno e externo, para a tomada de decisões, que se tornará mais factível e com menores chances de erro se os sub-processos forem desenvolvidos adequadamente.

Assim, percebe-se que a criação da IO dentro das empresas não é uma tarefa fácil e que pode ser alcançada da noite para o dia. É um processo que deve ser contínuo e que deve envolver toda a organização, permeando, e em alguns casos alterando, fatores culturais, sociais e estruturais, buscando a criação também de um ambiente favorável à este processo.

Portanto, nos próximos textos, pretende-se abordar outros fatores organizacionais que exercem influência sobre os membros da empresa, os principais responsáveis pelo funcionamento de qualquer organização, e que podem fazer um projeto de criação de IO, ou mesmo outras atividades, decolar, ou não.

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Referências

MATSUDA, Takehiko. Organizational Intelligence: theory of collectively intelligent behaviors and engineering of effective information systems in the complex organizations. In Sanno College, Isehara. Japão: 1993.

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