14 de julho de 2012

Dados, Informação e Conhecimento

As vezes complementares, esses elementos nem sempre são compreendidos da maneira correta. Um fator que impede sua compreensão é justamente a volatilidade dos significados de cada elemento, de forma que sentido e significado de dados, informação e conhecimento podem ser visualizados de maneiras diferentes, pois cada indivíduo carrega consigo uma gama de conhecimentos e interesses, capazes de dar sentido às coisas ao seu redor. Desta forma, por exemplo, o que é 'dado' para mim pode ser 'informação' para você, e ainda pode ser conhecimento para outrem...

Mesmo assim, algumas considerações são necessárias para se fazer compreender o que são tais elementos. 

Quem nos auxilia neste processo de compreensão é Santiago Junior (2004), que aponta a seguinte definição:


"Os dados podem ser considerados como sendo uma sequência de números e palavras, sob nenhum contexto específico. Quando os dados são organizados com a devida contextualização, há a informação. Já o conhecimento é a informação organizada, com o entendimento de seu significado (SANTIAGO JR, 2004, p. 27)".

Partindo desses conceitos, compreende-se também os apontamentos de Davenport  (1998, p. 18), diferenciando os três elementos:


Davenport aponta diferenças significativas entre cada elemento dessa cadeia. Para o autor, Dados podem ser facilmente capturados e estruturados, pois estão disponíveis em vários ambientes e são de fácil identificação. Já a informação necessita de análise, que em muitos casos é alcançada por meio do trabalho intelectual humano, para ser dotada de um contexto e significado. Por fim, o conhecimento é inerente aos seres humanos, de difícil identificação e mensuração, pois nem sempre o portador de determinados conhecimentos tem interesse em transferí-lo, ou mesmo consegue repassá-lo à outra pessoa.


Neste contexto, pode-se perceber que há diferenças significativas entre Dados, Informações e Conhecimentos, cabendo às empresas e a seus gestores a compreensão e utilização adequada de cada elemento. Além disso, ponto bastante importante neste processo é a identificação do que, de fato, para a organização corresponde a cada elemento.


Sendo assim, você pode estar se perguntando: "Mas enfim, o que é dado para minha empresa? O que posso considerar como informação?? Como Utilizar tudo isso ???" 


Bom, você já sabe que dado é qualquer coisa... Número de funcionários, nomes de clientes, telefones de clientes, históricos de compra e venda de clientes e fornecedores, estatísticas de venda de produtos, entre tantos outros... 

A partir do momento em que você dá um contexto e significado para estas sequencias de números, nomes, palavras, etc., você poderá passar a ter informação. Exemplo: Sabe-se que o Cliente X compra regularmente o Produto A pelo menos duas vezes por mês. Com essa informação é possível adequar um plano de vendas para o Cliente X, alertando-o sobre promoções relacionadas ao Produto A, ou mesmo propondo descontos esporádicos na compra do Produto A juntamente com outros itens de seu portfólio. 

Difícil?? Pode ser no começo, mas se você parar para pensar verá que essa e outras técnicas são utilizadas constantemente nos negócios, inclusive - talvez - você mesmo(a) as utilize sem prestar maior atenção.

O fato é que as empresas estão repletas de dados e informações, que esperam ansiosamente por uma utilização. Cabe à você identificar os dados e informações relevantes ao seu negócio e fazer um uso mais adequado e efetivo deles, buscando gerar valor para o cliente, que por sua vez poderá ser revertido em benefícios para a organização.

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Referências

SANTIAGO JR, José Renato Satiro. Gestão do Conhecimento: a chave para o sucesso empresarial. São Paulo: Novatec, 2004.

DAVENPORT, Thomas. H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo : Futura, 1998.     

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